quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A propósito dos Tumúltos em Moçambique...

Transcrevo uma grande verdade dita pelo pequeno (ainda) mas grande poeta eescritor Francisco Muñoz uma VERDADE ABSOLUTA: "Á muito tempo que isto tinha que acontecer, a cidade de caniço está cansada de ver os novos ricos nas suas casas com muros de dois metros com guardas... eles tem medo, pois sabem que o que conseguiram foi à custa desse povo que hoje está na rua..."

Tive a oportunidade de visualizar esta GRANDE REALIDADE na minha cidade e terra Natal que não ia há 16 anos. É vergonhosa a indiferença com que os novos ricos vivem os seus dias naturalmente, como nada se passa-se, ao sabor destas amarguras bem evidentes a cada esquina da Cidade das Acácias e por aí afora.

O desprezo com que tratam o povo, a exploração que fazem a estas pobres e humildes almas em troca de meia dúzia de tostões, uns bagos de arroz e algum açúcar para lhes adoçar os 6 ou até mesmo 7 dias de trabalho consecutivo sem descanso.

E á custa desse árduo trabalho dedicado de corpo e alma do verdadeiro povo Moçambicano, mora a arrogância e vaidade atrás desses muros de 2 metros e os brutais Lares que vão construindo sem ordenação e bom senso.

Acesso á Saúde: Só em caso de vida ou morte! Prevenção? O que é isso?

Comida: Se patrão deu, tudo bom, se não, Eissh yoêêê... não se come, aguarda até ir trabalhar para casa do Patrão e tomasse um bom matabicho. Ainda rouba um pedaço de pão e açúcar para enganar o estômago vazio dos filhos que têm de andar kms até chegar ás escolas.

... já para não falar do resto!

Onde irás parar Amada Terra!? Onde!?

Recordemos que a evolução de uma Nação está na igualdade de Direitos e não na Diferença. Pois o Povo é o sangue que corre nas veias de um País.

Se todos lutarem pela igualdade de direitos, veremos resultados positivos.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Destinos!

Sinto profundamente os teus cheiros, as tuas cores, as tuas gentes, os teus hábitos, o teu calor, e as memórias são a melhor companhia nos momentos nostálgicos.
Moçambique amado, que nunca esquecerei, por mais distante que eu esteja... nunca me esquecerei!
Carrego em mim a tristeza de te ter deixado, por razões mais fortes que eu...
Foi no inicio dos anos 90, na recessão da guerra nacional, o povo exausto, as ruas e avenidas da cidade repletas de rostos de crianças assustadas, procurando um bago de arroz para comer, a má governação poderá ter justificado a falta de informação sobre o mundo lá fora, parecia que a cidade e o país não tinham vontade de viver... o Índico estava triste, tantas lágrimas vi e derramei em ti. Nele navegavam intenções menos boas, a descoberta do caminho marítimo para a Índia e vice-versa, abriu tantos horizontes... em tempos chamaram às suas preciosidades "o ouro das índias", mas nos dias que correm chamaria à "nova" moeda a papoila da desgraça, certos habitantes do Paquistão eram os visitantes mais assíduos em Terras Laurentinas. Dinheiro fácil e vidas desgraçadas, surgiram que nem abutres atrás da carcaça em estado de decomposição!
Saciaste a tua sede e fome, tantas almas ficaram feridas, marcadas e outras partiram... por fraqueza, por ingenuidade, por maldade! Porquê!?
Parte de mim partiu, tão impotente me senti, tão culpada me senti, mas encontrei a paz e sei que tu também estás me paz!
Eu consegui vencer e provavelmente dar-me-ás o nome de Heroína! Mas sou e serei sempre modesta... pois, o que mais aprecio é poder estar aqui e por muitos mais anos. Agora que saboreei o milagre da natureza, quero acompanhar-vos até não mais conseguir respirar...
Foi como tivesse renascido! Até aos meus curtos 16 anos de vida o meu destino parecia pertencer a um determinado local, rodeada por aquelas caras, aqueles hábitos, aquelas cores, aqueles odores típicos, as aventuras, a inexistência de bolas de verdade, enfim... e de repente, acordo e estou num local do globo frio, metropolitano, observo pessoas a correrem de um lado para outro, onde não conheço ninguém e falam bem a língua de Camões, senti-me do tamanho de uma formiga. Entretanto fui conhecendo outras formigas, umas maiores outras menores, umas boas outras menos boas, é assim que se constroem as amizades, as raízes... afinal!? Xiiii... como foi difícil!
Mas foi e é bom, aprendi e aprendo muitas coisas, boas e más. As experiências servem-nos de exemplos e enriquecem-nos a sabedoria da vida! E o meu destino pertence ao universo...
Um obrigada e bem haja, a todos que caminharam e caminham comigo e com os meus mais que tudo!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

By Woody Allen

"Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. 

Começar morto para despachar logo esse assunto. 

Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia. 

Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma. 

Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu. 

Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se. 

Não temos responsabilidades e ficamos um bébé até nascermos. 

Por fim, passamos meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voila!

Acaba com um orgasmo! I rest my case."

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O que somos...

Sono eterno... como lidar, ajudar, ultrapassar!?

Bem sei que este tema arrepia qualquer um, mas temos de encara-lo como um acontecimento natural de cada um de nós "seres vivos"!

Este Ano que passou foi marcado por alegrias e tristezas... como tudo na vida, lutamos para que tudo corra na perfeição e quando nos cruzamos com situações menos positivas, eis que nos deparamos com a impotência humana!
A lei da substituição é sem dúvida a que predomina, acreditar que ela existe e que acontece de facto, é e será sempre uma fonte de equilíbrio para momentos menos estáveis do ser vivo em geral! 
A Lei da Natureza, a lei da substituição!
Falo de algo que toca a nós todos, a morte! E pior de tudo, para além da perda de não continuar entre os comuns mortais é o sofrimento de quem por cá permanece, na luta incansável do dia a dia, da sobrevivência... pois esse é de facto o nosso único objectivo. Sobreviver!
A Saudade é um sentimento tão forte, que só quem a  sente é que dá o relativo valor.
Porque falo em "lei da substituição"? 
Certo dia manifestei o medo de perder uma mulher muito importante na minha vida, que é a minha avó Paterna, por variadíssimas razões que não explicarei aqui neste post, no dia em que isso acontecer não sei se suportaria tal dor, tal saudade, tal perda e como lidar com essa situação.
Diz-me ela: todos nós temos um determinado "karma" a cumprir na terra, no dia em que partirmos esse "karma" estará cumprido, quem parte descansará em paz para sempre ou não. Por isso, quem por cá anda deverá de "plantar" esse karma de forma positiva. 

Por coincidência, ou não, o ano de 2008 foi marcado por algumas perdas e a vinda de novos seres.
Em Junho de 2008 foi a minha mãe que partiu, e quis ela que não ficasse esquecida a sua partida. E o contacto comigo foi notável e muito, mas muito nítido. Consegui satisfazer o seu pedido! Fiquei eu e os meus progenitores por cá e continuarei a lutar pela vida de forma positiva!
Em Novembro foi o André de apenas 9 anitos, um menino lindo como a cor dos seus olhos "azuis", 8 dias após a sua partida nasce a irmã... a Sofia-mãe (nome fictício) não está a lidar muito bem com a perda. Penso nela todos os dias! O que posso fazer?
Em Dezembro o Ajax partiu também, deixou dois filhos menores e esposa sem a sua presença, viria a ser tio dentro de 5 meses...

Qualquer perda é complicada de superar, muito pior será a perda de filhos, crianças e jovens com muita vida e energia para dar. Aqui está a tal impotência de que falo, como superar estas situações!?
Acreditar no Karma que cada um de nós tem? Saber que haverá uma substituição natural desse amado e querido ser partiu? 
Enfim, imensas interrogações surgem em momentos delicados e frágeis como estes...

Nós que por cá ficamos, só teremos umas palavras de força e coragem a dar aos mais necessitados, e julgo que tendo uma atitude positiva no dia a dia ajudar-nos-á a viver melhor!

Até breve,
KN 

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Acaso

Acaso (do latim a casu) é algo que surge ou acontece à esmo, sem motivo ou explicação aparente.